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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rádio a serviço da comunidade.


O rádio é, hoje, parte integrante do cotidiano
da grande maioria da população brasileira.
Estima-se que, em média, 90% da população
de baixa renda, homens e mulheres de
todas as idades, ouvem a programação
radiofônica por cerca de três horas diárias, segundo
dados da Marplan (1992).
Pesquisa realizada pela Datafolha, na
Grande São Paulo, em dezembro de 1993, revelou
que as pessoas, independentemente da
classe social a que pertencem, passam mais
tempo ouvindo rádio do que assistindo a televisão,
lendo jornais ou revistas. A audiência
diária do veículo concentra-se no período de 8
às 18 horas, enquanto a da TV restringe-se ao
horário de 19 às 22 horas.
A grande popularidade do veículo é atribuída
ao caráter universal de sua linguagem -
essencialmente coloquial, simples e direta -
além da empatia que procura estabelecer com
o ouvinte ao atender suas demandas por lazer,
música, entretenimento, informação e companhia.
A audição do rádio pode ser feita em qual-
quer lugar, sem dependência de tomadas ou fios,
e serve como fundo sonoro ao ouvinte ocupado
com alguma outra atividade. Por essas características,
o veículo é parte fundamental de
qualquer projeto de educação em saúde que
objetive atingir a população de baixa renda e
carente de informação. Consciente de sua importância,
a Coordenação de Informação, Educação
e Comunicação - IEC, do Ministério da
Saúde, componente do Projeto Nordeste, financiado
pelo Banco Internacional para Reconstrução
e Desenvolvimento (BIRD) - elaborou
o programa Saúde no ar como um elemento
adicional de sua estratégia de educação e de
comunicação para a saúde.
Para pensar e definir o programa quanto
ao formato, linguagem, estilo e gênero, fez-se
necessário rever e avaliar as experiências anteriores
que utilizaram o veículo em processos
educativos. Só assim se pode evitar a repetição
de erros e fracassos, pois, no Brasil, a história
do rádio educativo é reveladora de uma série
de equívocos que precisam ser superados.
Autora : Nélia R. del Bianco
Professora da faculdade de comunicação de Brasília e executora do convênio PNUD-UnB.

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