Rádio-Coletivo

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Desenvolvimento do Programa

O programa piloto produzido apresenta uma estrutura de 5 (cinco) blocos. Cada bloco pretende tratar de assuntos relacionados a cultura, a informações de interesse do usuário e ao exercício da cidadania. Todos os blocos são antecedidos por vinhetas de passagem que delimitam o início e o fim de cada tema. Serão alternados entre os blocos gêneros musicais e informações de interesse público.

Seguindo a proposta geral, este programa piloto produzido apresenta no primeiro bloco, após a apresentação dos locutores (Felipe Mariano e Maíra Matos), os conteúdos que os usuários irão ouvir no decorrer do programa: informações sobre espaços públicos, prestação de serviços, política e noções de cidadania. Haverá ainda neste bloco a apresentação de um gênero musical, dando informações do seu surgimento, para que o ouvinte possa conhecer e sua origem e características.

O ritmo apresentado no programa piloto é o “samba”. Decidimos executar o primeiro samba gravado no país chamado “Pelo Telefone”, de autoria de Donga, por ser o marco inicial desse ritmo. A versão apresentada é cantada por Martinho da Vila, pois não há uma versão original com a voz de Donga em boas condições de transmissão. Para conceituarmos o samba, utilizamos os conceitos abordados por alguns autores que discutem o nascimento desse gênero no Brasil (SANDRONI, 2001 e TATIT, 2004).

No segundo bloco falamos sobre a melhor utilização dos espaços públicos. Dentro do território urbano tradicional, o espaço público é considerado um local de uso comum e de posse coletiva (especialmente nas cidades capitalistas, onde a presença do privado é predominante). No programa piloto, este bloco apresenta o Zoológico de Belo Horizonte, pontuando as diversas espécies de sua fauna e flora, destacando o borboletário e o Jardim Japonês. Estas informações foram colhidas do site da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte, autarquia da Prefeitura Municipal. Procuramos ambientar sonoramente este bloco com alguns efeitos para que o usuário possa de “sentir” dentro do zoológico.

No terceiro bloco, falaremos sobre mais um gênero musical brasileiro. A escolha pela execução de canções nacionais pretende despertar no ouvinte a vontade de conhecer mais sobre a cultura de nosso país.

Neste programa piloto, o segundo gênero apresentado é o “sertanejo”. Utilizando os conceitos abordados pela autora Rosa Nepomuceno (NEPOMUCENO, 1999), discorremos sobre a origem deste gênero nascido da música caipira. Ao fundo desta narração, colocamos um trecho instrumental que utiliza a viola caipira como base, para que o usuário perceba “na prática” de onde surgiram as duplas sertanejas. A música executada é “A Majestade, o Sábiá”, de autoria de Roberta Miranda, cantada por Jair Rodrigues e Chitãozinho e Xororó, escolhida porque sua letra e melodia remetem ao interior do país, dando ideia de como seria a vida no campo. Pretendemos mostrar ainda, com esta canção, que hábitos existentes nas cidades menores não existem mais nos grandes centros urbanos.

No quarto bloco do programa, a partir das noções de cidadania já abordadas e discutidas neste trabalho, apresentaremos aos usuários uma forma de capacitação de renda e alternativas de emprego. Destacamos como exemplo, a ONG Projeto Fred. Depois de apresentá-la, descreveremos seus cursos oferecidos, como o de confecção de peças artesanais. Esta iniciativa pode ser classificada como uma divulgação de novas possibilidades de geração de renda para os usuários, além de destacar ações cidadãs que podem transformar nossa sociedade, ideia norteadora de nosso programa.

No quinto e último bloco apresentaremos mais um gênero musical, que não é originalmente brasileiro, mas foi abraçado pela população devido à difusão precursora do ritmo feita pelo músico Gilberto Gil. Atualmente, o reggae brasileiro é uma mistura de vários outros gêneros musicais. A música escolhida é uma versão de Gilberto Gil para “No, Woman no Cry” de Bob Marley, ícone maior do ritmo no mundo. Esta versão apresenta elementos da cultura musical brasileira, como zambumba, triângulo e berimbau, misturados à melodia característica do reggae.

Ainda neste bloco, seguindo nosso intuito de abordar no programa ações que fomentem o exercício da cidadania dos usuários, abordamos a política, aproveitando o gancho do cantor e compositor Gilberto Gil, ser ex-ministro da Cultura. Alertamos ao usuário seu poder de escolha através do voto. Com isso, chamamos sua atenção para como acompanhar os candidatos eleitos e o que eles andam fazendo durante seu mandato. Informamos o endereço, telefones e o sites da Assembléia Legislativa de Minas Gerais e da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, com a intenção de provocar nele o exercício pleno de seu direito enquanto cidadão, cobrando e acompanhando nossos representantes.

Finalizamos informando aos passageiros todos os canais de contato com os produtores do programa para que eles, como discutido neste trabalho, possam participar ativamente do programa.

A fim de se aproximar do ouvinte, fizemos uso de uma linguagem oral comumente utilizada nos programas radiofônicos do gênero variedades, em que o locutor se posiciona como um companheiro do ouvinte. Para reforçar essa coloquialidade e consequentemente a proximidade em relação ao ouvinte, utilizamos dois locutores, estabelecendo um ambiente de diálogo.

Não podemos deixar de constatar que sabido por nós a existência de um projeto intitulado BusTV, que está implantando aparelhos de TV nos ônibus de Belo Horizonte. Mas este formato tem seu conteúdo pago e não há uma programação voltada especialmente para os usuários. O conteúdo do BusTV é gerado por vários grupos de empresas de comunicação, que veicula principalmente anúncios. O que difere o programa aqui proposto, Rádio em Movimento, do BusTV é exatamente o conteúdo, o objetivo e a plataforma.

O que foi feito em nosso Projeto

O projeto Rádio-Coletivo teve seu inicio a partir da percepção dos integrantes do Curso de Comunicação Social em habilitação em Produção Editorial das Faculdades Promove, em utilizar o espaço publico do ônibus, um local onde pouco aproveitado, para a veiculação de um programa de rádio piloto, intitulado “Rádio em Movimento”, como uma alternativa ao tempo muitas vezes ocioso em que os usuários permanecem dentro dele e como uma forma de levar informação, entretenimento e noções sobre cidadania para os usuários.
Resolvemos utilizar o rádio por ser um veículo de grande audiência, por estar a tanto tempo em utilização, por ser o único veículo de mídia em que podemos conciliar outros afazeres sem prejudicar sua audição e principalmente pela linguagem afetiva e próxima, que só o rádio proporciona.
Sabemos que já existe um projeto intitulado BusTV, que está em implantação de aparelhos de TV nos ônibus de Belo Horizonte. Mas neste projeto o conteúdo é pago e não há uma programação voltada especialmente pensada para os usuários. O conteúdo do BusTV gerado por vários grupos de empresas de comunicação que aproveitam deste espaço para veicular seus programas dos mais diversos conteúdos. O que difere nosso projeto da BusTV é exatamente o conteúdo e a plataforma.
José Luiz Braga nos diz que a sociedade só é capaz de se reestruturar, conversar com ela mesma se ela se enxergar através da mídia. Diante destes conceitos, porque não, então, desenvolvermos um programa de rádio que possa agregar valores e fazer com que a sociedade se transforme?
Para isso, utilizamos idéias de cidadania de uma forma mais ampla como apresenta Regina Mota quando ela discute o não conhecimento da sociedade do direito de ter informação assim como o direito à saúde e educação. Toda sociedade tem e deve ter o direito a informação. Para isso, na concepção do programa usamos as noções discutidas por Jonas Valente, estudioso do grupo de estudo Intervozes, de uma rádio educativa, culturalista, e alternativa à uma mídia comercial, conceituações básicas, segundo ele, de uma mídia pública.
Estes teóricos nos ensinaram com propriedade como devemos usar suas teorias para a produção do conteúdo do programa.
Com relação a linguagem usada no programa “Rádio em Movimento” procuramos seguir o modelo usado nas rádios de hoje em dia e estamos utilizando o veiculo rádio dentro do ônibus, tentando captar a atenção dos usuários, após estudarmos e discutirmos o potencial de transmissão de informação do rádio.
Colhemos as informações necessárias para a aplicação e produção do conteúdo do programa através de uma pesquisa quantitativa e qualitativa de opinião, espinha dorsal de nosso projeto, aplicada com usuários nos pontos de ônibus. Esta pesquisa foi fundamental para o planejamento sobre o conteúdo básico de nosso programa, quais seriam os temas em que as pessoas teriam mais interesse e os temas que poderiam ser abordados.
Partindo então para a produção técnica do programa, o primeiro passo foi a produção das vinhetas introdutórias ao programa. Elas destacam o título dos blocos e as passagens de um bloco a outro. Utilizamos melodias e arranjos simples nas vinhetas de forma que os usuários percebam e assimilem qual programa estão escutando. Uma forma de identificar o programa. Com o uso de elementos sonoros dos ônibus tais como buzina, freada e roleta para também, tentamos criar artifícios que contribuam para a identidade do programa.
As músicas executadas nos programa “Rádio em Movimento” são músicas brasileiras como o sertanejo, samba dentre outros, para que fomentemos o sentimento de identidade nacional e valorização da cultura brasileira. Escolhemos estes estilos também baseados na pesquisa de opinião.
Usamos uma forma coloquial para a locução do conteúdo, para que os usuários sintam-se ainda mais próximos do locutor, criando a identidade e afetividade que só o rádio consegue construir.
Apresentamos a BHTRANS, empresa gestora e reguladora dos ônibus de Belo Horizonte, em uma reunião, nosso projeto para a gerente de Projetos Educacionais (GEDUC) Edina Lara que nos mostrou bastante interesse de conhecê-lo melhor. Estamos aguardando um novo contato para apresentação do projeto para a Assessoria de Comunicação e presidência deste órgão para uma possível aplicação.
A reunião serviu para que tivéssemos a chance de mostrar a proposta do projeto para o setor governamental para que possamos contribuir para a transformação da sociedade, assim como pensam José Luiz Braga e Roquette Pinto.
Esse trabalho foi interessante para demonstrar que é possível usar o meio rádio como um veículo de prática a discussão sobre a cidadania com os usuários, tendo em vista o conteúdo escolhido e as questões sociais discutidas aqui; direitos dos cidadãos que estão abordados e que futuramente, esperamos, ser colocados em prática pelas pessoas.
Ao final da gravação e edição de nosso programa, chegamos a conclusão que nosso objetivo foi cumprido.
Tivemos a oportunidade, com este projeto, de poder desenvolver algumas habilidades que nos fazem potencializar nossos conhecimentos, não somente no campo da Comunicação Social, mas para nossa vida.
Realizar um projeto experimental que tem a chance de plantar uma semente de mudança na sociedade é nosso papel de comunicólogos. Não nos atendo a experiências apenas analíticas e descritivas, mas a experiências práticas transformadoras, que contribuam ainda mais para um mundo mais humano e justo.

Nosso Objetivo

Como trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social com habilitação em Produção Editorial nas Faculdades Promove, este projeto pretende produzir um programa de rádio, a ser veiculado nos transportes coletivos da cidade de Belo Horizonte. Nosso objetivo com este programa é informar, entreter e instruir os ouvintes para o exercício da cidadania. Para isso, partimos do estudo do meio de comunicação rádio, seu surgimento no Brasil, sua importância, as características de sua linguagem e seu público alvo, do conceito de cidadania e das noções de rádio pública

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rádio pública

A radiodifusão pública no Brasil nasceu com base em duas iniciativas distintas de veículos radiofônicos geridos pelo estado.
A primeira foi a rádio MEC (Ministério da Educação e Cultura), nome dado à rádio sociedade do Rio de Janeiro após sua doação por Edgard Roquette Pinto ao governo federal em 1936. Ela vem sendo operada pelo executivo federal nesses moldes, com foco nas artes, especialmente música, eruditas. (Intervozes, gestão 2008/2009, p.270)

A rádio nacional criada em 1936, foi incorporada pelo governo do então presidente Getúlio Vargas em 1940 e teve o papel de fortalecer os instrumentos de difusão e ideologia vinculados ao projeto do estado novo. A prioridade da rádio pública era servir como meio de incentivo a cultura e informação, sendo doada por Roquette Pinto para que servisse a esses propósitos , foi desde então condicionada a mudanças, a partir das pressões feitas por empresários da época que viram na rádio um potencial para divulgação de propagandas comerciais. Sabe-se que o modelo usado era baseado no modelo Estadunidense que destacava as propagandas em meio a programação
Vários anos se passaram e pouco coisa foi feita em relação a rádio pública no Brasil , no primeiro mandado do governo Lula uma tímida discussão sobre os propósitos dos veículos públicos foi realizada em 2003.
Tivemos em 2008 a aprovação da lei nº11.652 a medida provisória que instituiu a empresa Brasil de Comunicação (EBC). O sistema público de comunicação brasileiro existe

Apenas como uma figura legal prevista na constituição.
Já que a mídia pública é operada fora do conceito de sistema
Por um complexo quadro de agentes que são regulados de
Maneira diferenciada do ponto de vista das plataformas.
(Intervozes,Gestão 2008/2009,p.269)

Em relação ao nosso projeto experimental é visto que nosso programa proposto é de cunho público , visamos a interação com os receptores de forma a fazer com que usem o meio rádio para se relacionarem com as questões sociais que tem carência , por exemplo : as informações prestadas serão pesquisadas de forma que ajudem o receptor e essas informações não sirvam como uma substancial entretenimento.
Diferente do modelo de programa de rádio oferecido por Roquette Pinto que nas décadas de 20 e 30 usava uma linguagem pouco conhecida pelos receptores , no caso as musicas clássicas , não eram de conhecimento da maioria do seu público alvo.
Partimos da vontade de Roquette Pinto em oferecer cultura e informação as pessoas , porém nos apoiamos em pesquisa feita para decidir qual o melhor conteúdo para nossa rádio publica. Sabe se que

Pessoas que se mostram mais resistentes à poesia
geralmente são aquelas que nunca fizeram um esforço
para lê-la (Reith,p.153)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Metodologia


Com base em pesquisas feitas sobre implementação de rádio cultural dentro dos transportes coletivos no Brasil, verificamos que esse projeto foi implementado na cidade de Curitiba conforme matéria do site: http://www.millarch.org , originalmente publicado em 25 de outubro de 1981, que relata que “A idéia de colocar música e notícia na frota de ônibus é antiga. Desde a primeira gestão, quando o prefeito Jaime Lerner começou a inovar nas soluções do transporte de massa, que o projeto vem germinando.”

O projeto, no entanto, funcionou até o ano de 1984, assim descreveu Aramis Millarch: “A experiência de tentar operar uma emissora FM, com aparelhos instalados na frota de transportes coletivos, tem aspectos positivos e negativos. Infelizmente, por falta de estrutura técnica e artística, os resultados não foram satisfatórios”. Pelos comentários postados por algumas pessoas no site http://www.clicrbs.com.br, que questiona se as pessoas gostariam de ter uma programação radiofônica, podemos perceber que existe uma relativa parcela que gostaria, sim, de ter música e programação cultural. Outra parcela afirma que a variação de gostos musicais pode irritar os usuários que não gostariam de ter rádio ligado dentro do ônibus, outro comentário diz que, se as pessoas querem ouvir música que levem seus próprios mp3, para que não atrapalhe o sossego de outro usuário, afirmando que viajar em silencio é primordial.

Precisamos avaliar as condições de tempo (duração do programa) e região (trajeto do ônibus) pegando por base tal implementação do projeto feito em Curitiba, mesmo se tratando de épocas diferentes, as pessoas da década de 80 como as pessoas de hoje para entreter a viagem no ônibus, também usavam de algo artifício , revistas, jornais... As pessoas, hoje em dia, tem mais condições tecnológicas de entretenimento como aparelhos de mp3, celulares que dispõem de rádio ou vídeo. Nossa intenção não é apenas entreter as pessoas que usam os transportes coletivos, a intenção é montar uma condição de aprendizado cultural dentro dos ônibus, com uma programação que tenha variação entre músicas e informações sobre atualidades, projetos sociais que são executados em Belo Horizonte, indicando para as pessoas uma alternativa socioeconômica. As ONGS situadas em Belo Horizonte e região metropolitana podem se inscrever na programação da rádio e oferecer seus cursos, vendas de produtos, doação de alimentos, roupas e etc.
Para tal projeto, vamos escolher uma linha de ônibus que será definida por pesquisa aos usuários, esta pesquisa visa saber o interesse das pessoas em compartilhar informações culturais dentro do coletivo durante seu trajeto, trajeto esse que também será escolhido de modo que possa se adequar para transmitir as informações durantes o percurso afim de evitar que a programação se torne repetitiva ao usuários.

Metodologia proposta pelo nosso projeto.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

As contradições do espaço público midiático

O espaço público midiático sempre foi alvo dos governos em todo o mundo. Se a liberdade fosse dada a todos os canais de comunicação, o espaço seria usado em larga escala para criar desordem social. Não se espera de um povo que já possui um histórico de vida opressa, ressurgir, com direitos de “gritar” para revolucionar colocando seus desejos e a vida social em ordem. No cenário da “ordem” e do “respeito” nem o estado e nem a sociedade são substancialmente perfeitos ou maduros para a governabilidade desprovida de bondade social e justiça suprema. Somos seres humanos movidos por emoções e sentimentos, desejos e necessidades.

O monopólio camuflado dos canais de televisão e as intervenções do governo mostra o papel das concessões públicas de rádio e TV e as revoltas oligárquicas das comunicações no Brasil. O público conscientizou-se que os canais de televisão são concessões públicas, e as emissoras não detem poder constitucional sobre eles. Está na constituição que o poder Constituído concede uma liberação de contratos administrativos à iniciativa privada de determinados serviços. Os contratos estabelecem um regime jurídico e um direito para o Estado intervir quando julgar necessário, e ressarcir o concessionário.

A radiodifusão não recebe os rigores da “concessão de serviço público”, como a TV, deixando que o Brasil tenha privilégios na radiodifusão assegurados pela constituição de 1988. Os contratos firmados para concessões públicas de comunicação diferenciam-se num aspecto primordial se comparados aos demais contratos de concessão de outros serviços. O espaço público midiático é permeado de liminares constituídas por brechas na lei no continuísmo de suas produções “horário nobre”, novelinhas e telejornais. Desde a aprovação da Constituição Federal de 1988, o Congresso também passou a ser responsável pela apreciação de pedidos de outorga, permissão, autorização e renovação de emissoras de rádio e TV. Antes da Constituinte, tal poder encontrava-se apenas nas mãos do Executivo.

O Ministério Público Federal há dois anos investiga os parlamentares apontados como donos de rádios e TVs, baseados nos artigos 54 e 55 da Constituição, que proíbem os congressistas de controlarem emissoras e prevê em até a cassação como pena. Onze destes 31 ficaram entre os cinco mais votados em seus Estados. Tal fato mais do que comprova a eficiência e a garantia de votos que um político tem ao controlar, direta ou indiretamente, emissora de rádio e/ou TV.

Assim diz o art. 221: “a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios”

Fonte : http://www.fndc.org.br/

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Impacto atual da digitalização do rádio


O processo de mudança de transmissões
analógicas para digitais já transmitiu ondas de
choque por toda a indústria do rádio. Há dez
anos era impossível se pensar em vender esta-
ções de AM nos Estados Unidos, pois mais da
metade de todas elas afirmaram ter sofrido pre-
juízo em 1991. Não obstante esse fato, as esta-
ções AM agora estão sendo compradas por
preços muito inflacionados. Um exemplo, es-
colhido aleatoriamente, é a KIEV-AM. Essa
emissora, que transmite com uma potência de
15 quilowatts durante o dia e de um quilowatt
a noite, para as cidades de Glendale e Los
Angeles, Califórnia, foi vendida recentemen-
te por 33,4 milhões de dólares, o preço mais
alto jamais pago por uma estação de rádio AM
na área de Los Angeles.
Todos os aparelhos receptores analógicos
teriam de ser substituídos por receptores digi-
tais ou ter conectados a eles um conversor que
mudasse o sinal digital para um sinal analógico
aceitável aos receptores analógicos. O custo
de tal conversão maciça seria tão alto - e sem
dúvida encontraria oposição significativa por
parte dos consumidores - que projetar um pe-
ríodo de tempo para a digitalização completa
é altamente problemático. Apesar disso, o U.S.
Federal Communication Commission (FCC,
ou Comissão Federal de Comunicações dos
EUA) tentou projetar um prazo segundo o qual
toda a indústria de rádio e também a de televi-
são estariam digitalizadas antes do ano 2010.
A meta para o estabelecimento da televisão
totalmente digitalizada anunciado pela FCC é
o ano 2006, mas poucos acreditam que o obje-
tivo possa ser alcançado".

MACFARLAND, David. Future radio programming strategies: cultivating listenership in the digital age. (Estratégias para a
programação do rádio no futuro: cultivando a audição de rádio na era digital). 2. ed. Mahwah, NJLondon: