Muitas vezes um objeto, um fato são
tão cotidianamente participantes da nossa
vida que, paradoxalmente, não os percebemos
nem lhes damos importância. Assim é
o rádio, travestido de formas variadas, mas
sempre presente em nosso dia-a-dia: rádio
relógio; rádio toca-fita ou CD; acoplado ao
possante "três em um" da sala; receptores
AM e FM de tamanhos e formatos diversos
espalhando-se por toda a casa; rádio portátil
a pilha liberado da eletricidade que cerceava
suas andanças por aí; rádio que anda de carro
e de caminhão por este mundo de Deus;
rádio que chega suave no som ambiente sofisticaido
alguns locais de trabalho; rádio
grandão, exibido, troféu primeiro da conquista
do migrante do interior na cidade
grande. Rádio que viveu momentos de glória
ao ocupar lugares de destaque na sala
das casas da nossa infância, unindo a família
nas radionovelas, nos programas de auditório,
na música, no humor, no esporte, no
noticiário.
Autora : Marlene M. Blois
Especialista em radiodifusão educativa . Coordenadora de extensão do centro de filosofias humanas da UFRJ.
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